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Aparelho portátil mostra-se promissor em testes rápidos para câncer bucalCientistas apoiados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Odontológica e Craneofacial (NIDCR) projetaram o que eles chamam de primeiro teste "lab on a chip" completo totalmente automatizado que pode ser programado para identificar um simples indício de câncer bucal em células raspadas da boca.Com cerca de metade do tamanho de uma torradeira, o aparelho portátil proporciona resultados em pouco menos de 10 minutos, segundo uma publicação da NIDCR. "O que é animador é a rapidez e eficiência que esse teste irá trazer para o processo diagnóstico", disse Jonh McDevitt, Ph.D., cientista da University of Texas, em Austin. "Pacientes irão receber os resultados imediatos e retorno do seu dentista ou médico sobre a melhor forma de proceder". De acordo com a equipe do Texas, o estudo de prova de princípio deles mostrou que o teste pode medir com precisão níveis do receptor epidermal do fator de crescimento (EGFR) em três tipos distintos de células de câncer bucal. Essa proteína, que normalmente se dispõe na superfície das células, tende a ser sobre produzida em células de tumores bucais e age como um marcador de medida do câncer bucal. O processo de teste usando o aparelho começa com uma raspagem das células de uma lesão suspeita, suspendendo-as em fluído, e depositando uma gota da mistura no aparelho. Quando ativado, o aparelho leva o fluído por um pequeno canal para uma câmara com uma membrana porosa. "As células aderem ao fundo da membrana como uma estrela-do-mar numa rede", disse Shannon Weigum, membro da equipe do Texas. "O fundo tem pequenos buracos de saída que escoam o fluído para fora da câmara e nos permite bombear para dentro uma mistura de, neste caso, anticorpos que são identificados com uma tinta fluorescente e que são programados para identificar e se prender ao EGFR disposto nas células". Os identificadores fluorescentes são então visualizados na tela de um computador para determinar a quantidade de EGFR presente na superfície da célula. Os cientistas relataram que o protocolo "lab on a chip" levou cerca de nove minutos para ser completado, desde a coleta da amostra até a visualização digital. De acordo com o Dr. McDevitt, a próxima etapa do grupo é programar o aparelho para identificar não somente níveis de EGFR, mas também outras proteínas e genes que, quando alterados, são indicativos do desenvolvimento de tumor bucal.
©2008 Associação Dental Americana. Todos os direitos reservados. Probida qualquer reprodução ou redistribuição sem permissão prévia por escrito da Associação Dental Americana. 25/08/2007 |

